Biografias

4 nomes do surf feminino nacional, o mar também é delas!

Elas nem sempre estão nas manchetes dos jornais e seus nomes não são tão conhecidos quanto o dos atletas masculinos, mas o fato é que o surf feminino no Brasil tem representantes com muito potencial.

Assim como em outros esportes, infelizmente, a visibilidade e o apoio que as mulheres têm dentro do cenário do surf é bastante pequeno quando comparado ao dos homens. Os números da Associação Brasileira de Surf Profissional mostram claramente esta diferença. O número de homens que surfam profissionalmente no país é mais de dez vezes maior que o de mulheres.

Além disso, elas enfrentam o machismo que acaba por associar a imagem das mulheres no surf somente como as musas, gatas dos campeonatos. As marcas do setor também investem pouco nas atletas. Hoje viemos mostrar que elas dominam as ondas e precisam ser mais valorizadas no esporte. Confira alguns nomes de peso do surf feminino nacional e conheça um pouco mais sobre elas.

Silvana Lima

Essa cearense de Paracuru já foi duas vezes vice-campeã mundial de surf e é nome significativo do circuito feminino. Quando criança vivia com sua mãe e quatro irmãos numa cabana de praia. Improvisou sua primeira prancha com um pedaço de madeira e conseguiu seu primeiro equipamento aos 15 anos, presente dos irmãos. Silvana já tirou dinheiro do próprio bolso para bancar viagens para competições. No começo de 2018 fechou patrocínio com uma empresa de moeda virtual chamada Kore. O ano começou bem para atleta, que conquistou o quinto lugar no QS 6.000 da Flórida e terminou em nono lugar no Roxy Pro Gold Coast na Austrália. A surfista também curte jogar um futebol nas horas vagas. Silvana é uma das surfistas que terão apoio do Comitê Olímpico do Brasil (COB) para as Olimpíadas de Tóquio em 2020.

Tatiana Wetson-Webb

Filha de de pai inglês e mãe brasileira, Tatiana nasceu em Porto Alegre. Com apenas 2 meses de vida foi morar no Havaí. A surfista tem dupla nacionalidade e cresceu na ilha de Kauai. Começou no esporte aos 8 anos de idade. Foi campeã em 2015 do WQS e no mesmo ano disputou WCT e ganhou o Rookie of the Year. No ano seguinte (2016) conquistou seu primeiro evento no WCT. Agora ela também representará o Brasil e é outra atleta a ter apoio do COB para as Olimpíadas de Tóquio.

Tainá Hinckel

Com pouca idade vem mostrando muito seu talento nas ondas. Tainá tem apenas 15 anos, natural da Guarda do Embaú, Santa Catarina é considerada uma das promessas do surf feminino nacional. Seu pai e treinador é o ex-surfista profissional Carlos Kxot. Já conquistou o campeonato sul americano Pro Junior em 2016 e a terceira colocação no Mundial Pro Junior na Austrália. Em 2017 venceu a triagem da etapa brasileira do circuito mundial no Rio de Janeiro. Tainá é a mais jovem atleta envolvida no projeto de apoio do COB.

Sophia Medina

O sobrenome já entrega. Sophia é irmã de Gabriel Medina e pelo jeito o talento é coisa de família. A caçula com apenas 13 anos foi campeã do Rip Curl Grom Search na categoria sub-16 no começo do ano. Depois desta vitória, Sophia é a representante do Brasil na final mundial do evento, em 2019. E tem título fresquinho por aí. Agora em maio ela acaba de conquistar uma etapa do Hang Loose Surf Attack. A garota fez história ao se tornar a primeira menina a vencer na categoria feminina sub-16 que aconteceu em Ubatuba na praia de Itamambuca. A menina vai longe!

Depois de conhecer um pouco mais sobre a história e o talento destas meninas fica bem claro que o espaço delas merece e precisa ser valorizado cada vez mais. Apoiar nossos atletas é essencial para valorização do esporte.

Gostou de saber um pouco mais sobre as representantes do surf feminino? Não deixe de acompanhar nosso blog e curtir nossas redes sociais!

Crédito Fotos: Pinterest.

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